Project Description

Texto: Laís Franklin

Fotos: Laís Franklin e Isadora Stelmach

Colagem: reprodução

Como (eu posso) consumir de maneira mais consciente? Essa é uma questão costuma acompanhar a maioria das pessoas que se deparam com aquele “clique” que a Marina de Luca disse nessa matéria (link). Isso também foi um ponto de virada para a jornalista e empreendedora Marcela Fonseca, a frente do dite Moda Sem Crise: ” Hoje o fast-fashion não é mais um objeto de desejo para mim. Pelo contrário, ele me entristece”. Marcela compartilhou também, que hoje possui um armário mais minimalista e funcional do que tinha há alguns anos. É aquele momento em que você se revolta com a indústria do fast-fashion, com a lógica de produção que tem uma renda mal distribuída, com a quantidade de água gasta na confecção de uma única camiseta (link). E começa a fazer um monte de questionamentos pessoais. É mesmo um caminho sem volta. Segundo Marcela, “é um processo transformador”. A jornalista completa: “Mudei tanto o meu vestir quanto meu olhar para as pautas no site. Hoje falo, questiono e vivencio muito mais”. Listamos aqui cinco maneiras que podem te ajudar a consumir de maneira mais consciente:

1) Saiba quem faz suas roupas

Quanto mais transparente a marca for em relação a matéria-prima, dando detalhes do processo produtivo ao cliente, melhor. Esses são bons indicadores de uma relação de trabalho justa e de procedência da peça. Pesquisar e se informar antes de comprar algo é essencial.

2) Aumente a vida útil do seu guarda-roupa

Não comprar também é uma alternativa ao consumo desenfreado. Que tal um novo olhar aos itens que você já tem e tentar novas combinações de looks? A experiência é transformadora e ainda ajuda a ter um panorama do que você realmente usa, do que não gosta mais e pode ser passado para outra pessoa, por exemplo.

3) Participe de feiras de troca

Iniciativas como o Projeto Gaveta e o Trocaderia funcionam bem para quem quer desapegar de peças que não curte mais e voltar com outras ‘novas’ sem pagar nada por isso. “Mais do que uma feira de troca, somos um movimento”, reforçou Giovanna Nader, uma das idealizadoras do projeto durante o workshop de moda e jornalismo promovido na última edição do evento no MIS.

4) Brechós são muito bem-vindos

Re-inaugurado em outubro, o DAMN Project começou como feira itinerante em 2015 com roupas doadas por blogueiras e celebridades e virou um hub criativo que abriga oito marcas de slow fashion que estão alinhadas aos princípios de sustentabilidade, como Saissu e Be.ór (sabonetes orgânicos saem por 35 reais). Há também uma arara de brechó com itens garimpados ao redor do mundo com opções femininas, masculinas e, muitas delas, unissex.

O legal é que há como arrematar desde um suporte de pranchas de surf feito de pneu descartado até um casaco militar da marinha dos EUA. “Nesses três anos conquistamos pessoas, relações, fizemos muita amizade, conhecemos muita gente. O DAMN foi muito colaborativo e quero que o hub seja reflexo das relações e pessoas que passaram na minha vida tentando me ajudar. Então a ideia é ser um espaço de troca mesmo, queremos propor encontros”, revela Camilla Marinho, fundadora do projeto.